Célula-tronco pode proteger pacientes de efeitos da quimioterapia

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Cientistas nos Estados Unidos acreditam que pode ser possível usar um “escudo” de células-tronco para proteger pacientes de câncer dos efeitos colaterais da quimioterapia. O tratamento destrói células cancerosas, que se dividem rapidamente, mas também podem afetar outros tecidos saudáveis, como a medula óssea ou células sanguíneas, aumentando o risco de infecção e causando falta de ar e cansaço.

Na nova pesquisa do Fred Hutchinson Cancer Research Center, publicada na revista científica Science Translational Medicine, células-tronco da medula óssea de pacientes com tumores cerebrais foram retiradas e modificadas com um gene resistente à quimioterapia.

As células foram então injetadas novamente no sangue dos pacientes. “Este tratamento é análogo a disparar contra as células cancerígenas e as células da medula óssea, mas dando às da medula óssea um escudo protetor, enquanto se deixa o tumor desprotegido”, disse a pesquisadora Jennifer Adair.

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Estudo americano revela que metade dos cânceres é evitável

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A metade de todos os cânceres poderia ser evitada se as pessoas adotassem estilos de vida mais saudáveis, afirmaram cientistas americanos em um estudo publicado nesta quarta-feira.

O tabagismo é responsável por um terço de todos os casos de câncer nos Estados Unidos e até três quartos dos casos de câncer no pulmão no país poderiam ser evitados se as pessoas não fumassem, destacaram em artigo publicado na revista Science Translational Medicine.

Estudos científicos já demonstraram que muitos outros tipos de câncer também podem ser evitados, seja com vacinas, como, por exemplo, as disponíveis contra o HPV (papilomavírus humano) e a hepatite, que podem provocar câncer de colo do útero e de fígado, ou com proteção contra a exposição ao sol, que pode causar câncer de pele.

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Cerveja, bala e salsicha têm substância cancerígena do refrigerante

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A substância cancerígena 4-metinilizadol (4-MI), também chamada de corante caramelo, está presente nos refrigerantes tipo cola (Coca-Cola e Pepsi são os mais conhecidos) e também em outros produtos que fazem parte da dieta pouco saudável do brasileiro.

Cerveja, achocolatados, doces de confeitaria, molhos curry e vinagre, além de salsichas, sopas e sucos industrializados são só alguns exemplos.

Na semana passada, um comunicado feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor dos Estados Unidos alertou sobre o risco aumentado de câncer em camundongos.

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Aspirina pode inibir metástase, revela estudo

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Cientistas do Centro de Câncer Peter MacCallum, de Melbourne, afirmaram ter feito uma descoberta biológica que ajuda a explicar como vasos linfáticos a chave para que tumores se espalhem pelo corpo respondem ao câncer.

A aspirina e outros medicamentos de uso doméstico podem inibir a disseminação do câncer porque ajudam a interromper as vias químicas que alimentam os tumores, afirmaram os cientistas.

Há muito os médicos suspeitavam que remédios anti-inflamatórios não esteróides, como a aspirina, poderiam ajudar a inibir a disseminação do câncer, mas eram incapazes de identificar exatamente como isto ocorria.

Ao estudar as células dos vasos linfáticos, os cientistas descobriram que um gene em particular mudava sua expressão em cânceres que se espalham, mas o mesmo não ocorria quando o câncer não se disseminava.

Os resultados publicados no periódico Cancer Cell revelam que o gene é um link entre o crescimento do tumor e a via celular que pode causar inflamação ou dilatação em vasos do corpo.

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Suplementos alimentares podem provocar câncer

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Alguns suplementos alimentares com doses muito elevadas de compostos que ajudam a prevenir o câncer como os antioxidantes e fitoquímicos podem ter o efeito contrário e causar a doença, apontou uma pesquisa divulgada recentemente em Portugal.

O estudo foi coordenado pela pesquisadora da Unidade de Química e Física Molecular da Universidade de Coimbra, Paula Marques, em colaboração com o laboratório britânico Rutherford Appleton e o Instituto Português de Oncologia.

O trabalho analisou de forma individualizada o efeito dos compostos presentes em alimentos próprios da dieta mediterrânea na prevenção do câncer de pele e de mama. Antioxidantes e fitoquímicos como o ácido caféico e os flavonóides se revelaram úteis para prevenir o câncer de pele e de mama, apenas se consumidos nas doses adequadas. A partir de certo ponto, eles podem ser nocivos e provocar o surgimento da doença.

“Em uma dieta normal nunca corremos risco, já que esses compostos não estão presentes nos alimentos em quantidades muito altas”, explicou. Mas, de acordo com Paula, “o problema pode aparecer em suplementos e aditivos alimentares, onde a concentração dessas substâncias pode ser muito alta”, indicou.

A pesquisadora portuguesa informou que esses suplementos só devem ser tomados em momentos pontuais, “e não por períodos de tempo muito prolongados”.

“Esses aditivos deveriam indicar claramente sua composição para que as pessoas e os médicos tivessem acesso a essa informação, assim como ocorre com os demais alimentos ou remédios”, ressaltou.

Desfaça os danos causados pela nicotina

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Eliminar o vício em nicotina não é fácil. Mas vale a pena. A cada ano sem cigarro, você reduz sua probabilidade de doença cardíaca, problemas respiratórios graves e cânceres de pulmão, boca, garganta, esôfago, bexiga e possivelmente de pâncreas também.

Os benefícios totais da ausência do cigarro levam anos para serem obtidos, mas algumas melhorias são mais rápidas. Seu risco de doença cardíaca cai 50% em um ano após deixar o hábito, mas seus riscos de doença cardíaca e AVC só cairão ao nível de alguém que nunca fumou após 15 anos.

Para câncer de pulmão, após dez anos sem cigarro, seu risco de desenvolver a doença será de aproximadamente 1/3 ou metade do risco daqueles que continuam a fumar. Em 20 anos, ele diminui para quase o mesmo nível de alguém que nunca fumou.

Boa notícia: se tomar outras atitudes para melhorar sua saúde, como se alimentar de maneira mais equilibrada e praticar exercícios físicos, você pode acelerar o processo de recuperação e ter uma imunidade ainda maior contra as doenças mais relacionadas ao fumo.

Sete cuidados para prevenir o câncer

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No Dia Nacional de Combate ao Câncer, veja as dicas dos especialistas para diminuir os riscos dos principais tipos da doença.

Câncer de mama
Tipo de câncer mais comum em mulheres, com exceção do câncer de pele, o câncer de mama corresponde a 28% dos tumores no sexo feminino. Os exames preventivos, como a ressonância da mama e a mamografia, têm um papel importante na prevenção e devem ser feitos uma vez a cada dois anos, após os 40 anos de idade.
Outro hábito simples tem se mostrado eficaz na hora de prevenir o câncer de mama. “Para as mulheres que estão pensando em ter filhos, um bom conselho é amamentar o bebê pelo menos durante o primeiro ano de vida.

Câncer de próstata
De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer, o câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge homens, correspondendo a 30% dos casos registrados. “Fazer o exame de toque retal ou ultrassom da próstata, anualmente, a partir dos 40 anos é fundamental”, afirmam os especialistas.
Aumentar a ingestão de tomates, principalmente em versão quente, como no molho vermelho, aumenta a prevenção. “O tomate tem uma substância chamada licopeno que, além de dar a cor avermelhada à fruta, também age como preventivo contra o câncer de próstata”. 

Câncer de pulmão
Esse tipo de câncer é o mais comum de todas as neoplasias malignas e apresenta um aumento de 2% ao ano na incidência mundial. “Aproximadamente 90% de pacientes que foram diagnosticados com câncer de pulmão fumam ou já fumaram. Esse dado já mostra que a melhor maneira de se prevenir é não fumar ou largar o cigarro o mais rápido possível”.

Cavidade oral e laringe
Mesmo que os casos desse tipo de câncer sejam mais comuns em homens, as mulheres também precisam ficar atentas e evitar alguns hábitos que causam diretamente a doença. “Os principais fatores de risco para o câncer da cavidade bucal são o fumo, o consumo de álcool e infecções bucais por HPV. Sozinho, o tabagismo é responsável por cerca de 42% das mortes por esse tipo de câncer. Já o alcoolismo intenso é responsável por 16% das mortes”, afirma o oncologista Fernando Luiz Dias, coordenador da seção de cabeça e pescoço do INCA.

Colo do útero
Tirando o câncer de pele não melanoma, o câncer de colo de útero é o que apresenta maior percentual de prevenção e cura. “Para diminuir esse tipo de câncer, dois hábitos se mostram bastante eficazes: o uso de preservativos e fazer o exame Papanicolau todos os anos”.

Segundo os especialistas, o vírus do papiloma humano (HPV), é um dos principais causadores do câncer de colo de útero. Para se proteger, basta usar preservativos e controlar o número de parceiros sexuais.
Já o exame Papanicolau é a maneira mais eficiente de encontrar esse tipo de câncer no estado inicial. “Nessa fase, o problema é facilmente tratado. Por isso, as mulheres que tem vida sexual ativa devem fazer esse exame pelo menos uma vez por ano”.

Câncer de pele
Considerando todas as variações possíveis, o câncer de pele é o mais comum, tanto em homens como em mulheres. Por outro lado, ele também é o que possui o maior índice de cura, se descoberto em estágio inicial, e o mais fácil de prevenir. “O câncer de pele está diretamente ligado à exposição demasiada ao sol. Por isso, as duas melhores maneiras de se prevenir estão ligadas a este hábito”, explica o dermatologista Claudio Mutti, especialista em cirurgia oncológica pélvica pelo Instituto de Controle do Câncer.

Segundo o dermatologista o protetor solar é o maior aliado na prevenção do câncer de pele. A aplicação deve ser feita cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e o produto deve ser aplicado no corpo todo, especialmente nas áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço, colo e braços. “É nessas áreas que o câncer de pele é mais frequente”, explica.

Cólon e reto
“Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis como a prática de atividade física, pode reduzir 37% desse tipo de tumor”, diz o nutricionista Fábio Gomes, especialista da área de nutrição do INCA. O especialista ainda lembra que a ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas também pode ser um fator de risco para esse tipo de câncer.

Como fazer o auto-exame das mamas

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O auto-exame mensal pode ajudar a identificar mudanças ou anormalidades nos seios de forma precoce, o que aumenta as chances de sucesso em qualquer tratamento para qualquer que seja o problema detectado.

A Sociedade Americana do Câncer oferece as seguintes orientações para fazer o auto-exame:

1) Deite em uma superfície confortável e plana (pode ser na cama ou até mesmo sobre um tapete de ioga) e coloque o braço direito atrás da cabeça
2) Com os três dedos do meio da mão esquerda faça pequenos movimentos circulares na mama direita, em busca de qualquer anormalidade
3) Alterne esses movimentos usando uma pressão de dedos leve, média e firme
4) Continue o exame passando os três dedos de cima para baixo, fazendo linhas imaginárias por todo o seio, para ter certeza de que está examinando toda a superfície da mama, a área do peito e o interior do braço
5) Repita o exame na mama esquerda, colocando o braço esquerdo atrás da cabeça e fazendo os movimentos com os três dedos médios da mão direita
6) Em pé, examine os seios no espelho, levantando os braços para examinar as axilas e a parte de dentro dos braços
7) Procure por qualquer mudança no tamanho, no formato ou na cor da pele, incluindo vermelhidão, escamações ou ondulações
8) Caso perceba alguma característica que fuja do normal, marque uma consulta com o ginecologista e informe-o sobre as alterações observadas

Mulheres fumantes tendem a ter mais doenças cardíacas que homens

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Pesquisa feita com quase 2,4 milhões de pessoas apontou que risco é 25% maior nelas do que neles.

Estudos afirmam que as mulheres em média fumam menos cigarros por dia do que os homens, mas acrescentam, que ainda assim elas têm mais chances de sofrer doenças coronárias e terem câncer de pulmão. Isso se deve a diferenças fisiológicas entre os dois sexos.
As pesquisas ainda afirmam: ” As mulheres possivelmente extraem uma maior quantidade de cancerígenos e outros agentes tóxicos a partir da mesma quantidade de cigarros que os homens”.
Com certeza essa pesquisa é uma boa razão para a população fumante começar a pensar a respeito.